Seguindo a Série da Rede Ponto a Ponto (4)

Novembro 2, 2009 por lmmoreira

Bom, agora que chegamos ao ponto final da nossa série de Rede Completa Ponto a Ponto, isto é:

Já compartilhamos a internet, já criamos pastas de arquivos compartilhados em cada máquina.

Só nos falta a última parte, e a mais complexa, isto é a criação do cluster entre as duas máquinas.

Inicialmente, gostaria de dizer que basearei meus estudos no livro

“Construindo Super Computadores com Linux” de Marcos Pitanga.

É isso aí.

Só pra constar!

A quero dizer que não esquecei de outras séries como a do SubVersion, Firebird e as mais antigas.

É que é meio dificil administrar todas.

Seguindo a Série da Rede Ponto a Ponto (3)

Outubro 27, 2009 por lmmoreira

Bom, depois de um longo tempo seguimos a série da Rede completa, já configuramos a internet, agora configuraremos o compartilhamento de arquivos.

Neste post mostrarei o compartilhamento de arquivos, ou acesso de arquivos do Linux para o Windows, ou seja acessar arquivos do Windows no Linux.

Depois fazemos ao contrário.

Primeiramente instale o samba

No caso do Arch Linux

pacman -S samba

Isto feito criaremos um usuário no Samba, e este usuário é uma cópia fiel de algum usuário seu no Linux.

Ou seja, eu por exemplo acesso o Linux com meu usuário leonardo. Ele não é o administrador como o root, e tem permissões normais, isto é apenas na sua pasta home.

Antes de tudo é provável que o samba não esteja rodando, então vá para /etc/rc.d/ e rode o daemon samba:

./samba restart.

Então finalmente para adicionar o usuário ao samba

smbpasswd -a leonardo

Lembre-se o nome do usuário tem de ser exatamente o nome do seu usuário no Linux.

Legal agora vá para a pasta /etc/samba. Antes de configurarmos o smb.conf em sí, vamos criar um outro arquivo de controle de usuários.

Dentro da pasta private na pasta samba ou na raiz de samba mesmo, cria um arquivo chamado smbusers com o seguinte conteúdo.

root = administrador
leonardo = Leonardo

Neste arquivo está o mapeamento do seu usuário no Linux correspondente ao usuário Windows que acessará a Linux. Mas esqueçamos isto por enquanto, pois para acessar do Linux para o Windows este arquivo não é necessário, mas crie-o já para adiantarmos o processo.

Bom, por último e mais importante está o nosso smb.conf que é a configuração do samba em só.

Colarei o Meu No fim do Artigo, pois é bem provável que o mesmo polua o post, então você lê o post e no fim tem o smb.conf com as explicações.

Com o SMB.CONF JÁ CONFIGURADO, reinicie o servidor samba.

/etc/rc.d/samba restart

Agora o Servidor já está configurado para acesso do Linux para Windows.

Para você verificar quais pastas estão compartilhadas no Windows utilize o comando

smbclient -L <IP> –user=<USUARIO>

smbclient -L 192.168.0.2 –user=Leonardo

Após digitar a senha você verá todas as pastas compartilhadas da máquina Windows.

Para se conectar efetivamente utilize o comando

smbclient <LOCAL> –user=<USUARIO>

smbclient //192.168.0.2/Documentos-Leonardo –user=Leonardo

Depois da senha você estará logado na pasta, e então se as permissões do Windows permitir você poderá criar, alterar, excluir e fazer tudo mais.

Não vou detalhar os comandos pois digitando help, você os verá, mas saiba que os comandos são os mesmos do prompt do Windows.

Porém, caso as permissões do Windows não permitam você terá como retorno o erro

NT_STATUS_ACCESS_DENIED

Bom, aí bastar ir ao Windows, na pasta que você deseja compartilhar e em compartilhamento avançado escolher o que cada usuário pode ou não fazer com esta pasta.

Bem Simples não?

Dá pra montar também uma pasta de rede assim como você monta um pen-drive veja:

mount.cifs //192.168.0.2/Documentos-Leonardo smb -o user=Leonardo

Veja só, primeiro temos o endereço do compartilhamento depois a pasta que ele deve ser montado, no caso a minha smb e em seguida os parametros.

Tem outra forma de deixar montado porém eu não gosto muito.

Todos sabemos que o arquivo /etc/fstab, não nossos pontos de montagem mais importantes como HDs e etc.

Para que nossa pasta de rede possa estar montada toda vez que ligarmos o PC basta adicionar o samba ao fstab.

Apenas adicione a linha como esta

//192.168.0.2/Documentos-Leonardo smb cifs credentials=/etc/credencial,rw,user,noauto 0 0

O Arquivo /etc/credencial deve ter um conteúdo como este:

username=leonardo
password=senha

Desta forma o fstab busta a senha em outro arquivo para
deixar a coisa mais segura.

Bom, por enquanto é só da parte Linux.

Da parte Windows, como nossa rede está toda configurada devido ao arquivo anterior, o máximo que você terá que fazer é no executar digitar,

\\SAMBA-LINUX\home-leonardo

Caso não vá em Botão Direito em Meu Computador, e ID de Rede configure o Grupo do Seu Computador.

Então deverá funcionar digitando o seu diretório compatilhado no Samba

Lembre-se que você tem que digitar o nome completo do seu compartilhamento, apenas o servidor ele vai der erro de acesso e permissão

Qualquer problema manda aí, pois ajuda todo mundo e configurar esta porcaria é meio chatinho mesmo.

Tá aí o smb.conf comentado, você pode copiar o seu smb.conf default e apenas fazer as modificações para ficar igual o meu, não são muitas.

[global]

# Nome do deste Servidor Samba na Rede
netbios name = Samba-Linux

# workgroup = NT-Domain-Name or Workgroup-Name, eg: MIDEARTH
workgroup = LEONARDO-GRUPO

# server string is the equivalent of the NT Description field
server string = Servidor Samba (nbLeonardo-Linux)

# Security mode. Defines in which mode Samba will operate. Possible
# values are share, user, server, domain and ads. Most people will want
# user level security. See the Samba-HOWTO-Collection for details.
# Tipo de Acesso por usuário, isto é, baseado em Login e Senha
security = user

# Arquivo que mapeia os usuários do sistema Linux com o Usuários cadastrados
# no Samba que representa o Windows.

username map = /etc/samba/private/smbusers

# Informa para o Samba user senhas Criptografadas pela rede
encrypt passwords = yes

# Este parametro faz o samba restringir acesso por interface, isto é, somente
# as interfaces que forem informadas no parametro interfaces
bind interfaces only = yes

# Respeitando o parametro acima, o Samba só aceita requisições vindas da eth0
interfaces = eth0

# This option is important for security. It allows you to restrict
# connections to machines which are on your local network. The
# following example restricts access to two C class networks and
# the “loopback” interface. For more examples of the syntax see
# the smb.conf man page

#Permite só o IP 0.2
hosts allow = 192.168.0.2

# Usuários que possuem acesso ao Samba
#   valid users = leonardo

# If you want to automatically load your printer list rather
# than setting them up individually then you’ll need this
load printers = yes

# this tells Samba to use a separate log file for each machine
# that connects
log file = /var/log/samba/samba-log-%m.log

# Put a capping on the size of the log files (in Kb). 1 MB
max log size = 1000

#============================ Share Definitions ==============================

# Mapeia o diretório home do usuário autenticado

#[homes]
#   comment = Diretórios do Usuário
#   browseable = yes
#   writable = yes

[home-leonardo]
comment = Home Leonardo
browseable = yes
writable = yes
available = yes
public = yes
path = /home/leonardo

[USB]
comment = Volumes USB
browseable = yes
writable = yes
path = /media/usb

Apache (httpd) Listar Arquivos como FTP ou um Explorer

Outubro 6, 2009 por lmmoreira

Esta dica é MUITO rápida porém particularmente eu a acho uma mão na roda.

Quando instalamos o Apacha e escrevemos localhost no navegador ele mostra apenas It Works ou então não mostra nada pois você não escreveu o nome de uma página válida no navegador.

Então quando você coloca um nome válido ele entra na sua pasta normalmente.

Bom, para facilitar tudo e você não precisar ficar olhando na pasta física do apache para ver qual o endereço da sua aplicação o apache tem a configuração para listar todo o diretório. Obviamente caso não aja um arquivo index.html que faz o apache ir direto para ele.

Vamos lá:

No arquivo httpd.conf você procura pela string <Directory />

Ao encontrar as tags, deixem seu conteudo parecido com isto

<Directory />
Options Indexes FollowSymLinks MultiViews
AllowOverride None
</Directory>

Modifiquem basicamente estas duas opções Options e AllowOverride, caso ajam outras mantenham-nas como estão.

Então é só reiniciar o apache e está feito.

Listando tudo para você no navegador, mas lembrem-se, só em casos onde não aja um arquivo index.html ou index.php na pasta.

Seguindo a Série da Rede Ponto a Ponto (2)

Outubro 4, 2009 por lmmoreira

Bom, como eu disse no primeiro post da série de rede completa ponto a ponto, neste post nós vamos ligar duas máquinas em rede, fazer um PING entre elas e então compartilharemos nossa internet.

Vamos lá, do início.

Estou supondo que você, assim como eu, tenha acabado de formatar duas máquinas. Em uma instalei o Arch Linux e na outra instalei o Windows 7.

Feito isso antes de começar um cabo de rede cross será necessário. Apenas para lhes explicar, a diferença entre um cabo de rede normal e um cross é simples, um cabo de rede normal serve para ligar computadores a Swiches, Hubs ou outros roteadores, já um cabo de rede cross, serve apenas para ligar uma máquina à outra.

Você pode conseguir um cabo de rede com qualquer um que saiba clipa-lo, ou mesmo na internet tem explicações de como clipar um, não convém a este blog colocar à explicação de como fazer um cabo de rede cross por que nem eu sei como se faz isso, mas no google tem e é facinho.

Após colocar o cabo de rede cross nas duas máquinas o que rola é o seguinte.

Na máquina Linux, configure o IP para 192.168.0.1 e Mascara de Rede para 255.255.255.0.

No Arch nós fazemos isso alterando o arquivo /etc/rc.conf, na sessão de rede deste arquivo.

#Static IP example
eth0=”eth0 192.168.0.1 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.0.255″
#eth0=”dhcp”
INTERFACES=(eth0)

Ou seja no arquivo rc.conf, a região de rede que é parecida com o bloco de código acima deve estar aparentemente igual ao que eu coloquei.

Veja, na primeira linha: eth0=”eth0 192.168.0.1 netmask 255.255.255.0 broadcast 192.168.0.255″, configuramos o IP, a Máscara de rede e o broadcast.

Lembre de comentar esta linha: #eth0=”dhcp”, pois caso ela não seja comentada, ela sobre-escreverá suas configurações de rede.

Bom, caso na sua distribuíção não tenha o arquivo rc.conf, e momentaneamente você não sabe onde alterar para que sua configuração de rede se torne permanente, você pode temporariamente alterar na mão a configuração de rede com o comendo.

ifconfig eth0 192.168.0.1 netmask 255.255.255.0

Mas você terá que escrever esta linha de código sempre que reiniciar a máquina, então larga a mão de ser vagabundo e vai procurar no google onde que configura a rede na suas distribuição.

A, só para confirmar. Aqui eu coloquei sempre eth0 porque é a placa de rede que o meu cabo está ligado, caso você ligue em alguma outra placa de rede, substitua eth0 por eth1, eth2 ou sei lá qual eth você ligou.

Feito isso vamos para a máquina Windows.

Nas configurações de rede escolha a conexão de rede que deve ter reconhecido o cabo de rede e altere o IP dela para 192.168.0.2 e a Mascará de rede para 255.255.255.0.

Aplique e confirme as configurações.

É bem provável que o Windows esteja dizendo que esta rede não foi identificada e que não tem acesso.

Isto é balela, com certeza o Windows faz um PING para algum site dele na internet e como não tem resposta porque nossa rede ainda não tem internet ele julga que toda a rede está fora do ar.

A prova dos 9 para ver se a rede funcionou é o seguinte.

Abra o CMD do Windows, para quem não sabe é o modo de comando do Windows, se você digitar cmd no executar você o verá.

No CMD faça um PING para a máquina Linux:

ping 192.168.0.1

Se o resultado for algo como isto:

Pinging 192.168.0.1 with 32 bytes of data:

Reply from 192.168.0.1: bytes=32 time=101ms TTL=124

Reply from 192.168.0.1: bytes=32 time=100ms TTL=124

Reply from 192.168.0.1: bytes=32 time=120ms TTL=124

Reply from 192.168.0.1: bytes=32 time=120ms TTL=124

Obviamente alguns valores podem mudar, o idioma também. Mas se o resutado for algo como isto sua rede está um sucesso.

Agora é a hora de fazer o mesmo com o Linux, no Terminal do Linux digite:

ping 192.168.0.2

O resultado também é algo como isto:

PING 192.168.0.2 (192.168.0.2) 56(84) bytes of data.
64 bytes from 192.168.0.2: icmp_seq=1 ttl=128 time=0.319 ms
64 bytes from 192.168.0.2: icmp_seq=2 ttl=128 time=0.226 ms
64 bytes from 192.168.0.2: icmp_seq=3 ttl=128 time=0.222 ms
64 bytes from 192.168.0.2: icmp_seq=4 ttl=128 time=0.220 ms

Mas caso não seja, e o seu ping não retornar nada, lembre-se de desativar o Firewall do Windows, este safado me parou e eu levei um tempão pra lembrar dele.

E caso também não vá desabilite programas antivirus, firewalls particulares e outros, pois este ping DEVE funcionar.

Supondo que o seu ping dos dois lados foi um sucesso vamos finalmente compartilhar a internet.

Só para lhes explicar um pouco mais, a minha internet vem de um Modem 3G da Vivo o qual eu expliquei como instalar no Linux neste Blog mesmo.

Meu modem está conectado no Arch Linux e através do IPTables que é o firewall do Linux redirecionaremos a internet para a máquina Windows ou 192.168.0.2 se preferir.

Primeiramente instale o IpTables caso ainda não o tenha instalado. No Arch Linux fazemos

pacman -S iptables

Isto feito vamos configurar o compartilhamento de internet.

Após intalar o IPTables, inicie-o.

Em /etc/rc.d faça ./iptables restart

É provável que o iptables retorne um erro:

/etc/iptables/iptables.rules is missing!

Isto é porque não existem um arquivo iptables.rules em /etc/iptables. Então o procedimento é bem simples, vá ao endereço informado em /etc/iptables e crie o arquivo iptables.rules com este conteúdo:

# Empty iptables rule file
*filter
:INPUT ACCEPT [0:0]
:FORWARD ACCEPT [0:0]
:OUTPUT ACCEPT [0:0]
COMMIT

Isto é, um arquivo iptables.rules vazio de regras.

Então no terminal, como linha de comando digite o comando

iptables -t nat -A POSTROUTING -s 192.168.0.1/24 -j MASQUERADE

Pelo que eu lí este comando faz o IPTables criar um NAT, isto é uma “cópia” de sua conexão no ip informado.

Agora é bem simples, no Windows nas configurações de rede coloque o IP indicado no comando acima como Gateway.

É importante também colocar algum DNS para você poder navegar na internet, como DNS você coloca qualquer DNS de qualquer provedor por aí.

Confirme e Aplique as alterações e é bem provável que as duas máquinas estejam na internet agora.

Então, caso esteja certinho a configuração e as duas máquinas com internet, você roda o comando

/etc/rc.d/iptables save

Desta forma o IPTables pegará a última configuração feita nele mesmo, que no caso foi o nosso comando e a passará para o arquivo /etc/iptables/iptables.rules.

Desta forma você não precisa ficar escrevendo o comando acima toda a vez que reiniciar a máquina.

Lembre também de colocar o IPTables dentro dos DAEMONS no arquivo rc.conf para que ele reinicie automaticamente ao reinicar a máquina.

DAEMONS=(syslog-ng dbus hal fam network netfs crond slim alsa iptables)

No Windows apenas mais uma configuração é necessária, mais acima eu disse para vocês desabilitarem o firewall do Windows 7. Fizemos isto apenas para um teste de nossa rede, agora é a hora de reabilitarmos o mesmo, e para que ele não barre novamente nossa pequena rede vamos ao Firewall dele e criaremos uma regra.

Veja:

Em Painel de Controle – Sistema e Segurança – Firewall do Windows – Configurações Avançadas e em Regras de Entrada, criaremos uma Nova Regra.

O Tipo de Regra é Personalizada, se aplicará a todos os programas e qualquer protocolo.

Na escolha dos IP’s que mudaremos um pouco:

Em endereços de IP locais selecione a opção Estes endereços de IP e adicione o IP 192.168.0.2 (Adicionamos o IP da máquina Windows que esta regra se aplicará. Obviamente caso o IP mude a rede também muda e a regra também).

E em IPs remotos a que a regra se aplica, colocamos o 192.168.0.1.

Na tela seguinte colocamos permitir conexão como a ação a ser tomada e ela se aplicará para Domínio, Particular e Público.

Apenas dê um nome a esta regra, a minha eu chamei de nbLeonardo-Linux, e coloque a descrição que desejar e confirme.

A partir de agora com o firewall habilitado o Linux consegue pingar no windows.

Bom Eu não domino tanto o assunto de redes portanto conto com a ajuda de vocês com suas dúvidas e sugestões.

Obrigado

SubVersion (1)

Outubro 1, 2009 por lmmoreira

Bom, Vamos começar da mesma forma que eu iniciei, do começo de tudo e para nivelar à todos visto que já dissemos pra que serve um sistema de controle de versões explicarei mais ou menos como ele trabalha.

Basicamente no servidor será criado um repositório com todos os arquivos gerenciados pelo SubVersion.

Perceba que a pasta onde você criou seu repositório não contém seus arquivos, mas sim um monte de arquivos encriptados do SubVersion. Logo, apenas copiar os arquivos na mão não funciona, você tem que fazer isto usando o programa Client do Subversion.

Para cada usuário que trabalha com você, tanto para leitura ou escrita destes arquivos será criada uma cópia de trabalho destes arquivos no repositório na máquina local destes usuários.

Como eu disse acima, esta ação de copiar os arquivos do repositório para a máquina local para leitura e escrita é feita através do Programa Client do SubVersion.

Feito isto, os usuários podem alterar seus arquivos e então atualiza-los no repositório, e então, a partir de agora para todos os outros usuários que forem ler estes arquivos e ainda não tem a cópia mais atualizada na máquina local o Client SubVersion fará a cópia da versão atualizada.

Desta forma todos trabalham sempre com a última versão do arquivo. E o problema de perder as cópias anteriores não existem pois como eu disse o SubVersion guarda TODAS as alterações efetuadas nos arquivos, até as mais simples.

Você pode pensando que se duas ou mais pessoas estiverem trabalhando no mesmo arquivo e então a primeira cópia a ser salva será substituída logo que a segunda for gravada no repositório.

Esta é uma das maiores vantagens do SubVersion, a maneira que o SubVersion gerencia este problema é simples, suponhamos que dois usuários façam sua cópia de trabalho e começem a trabalhar, o usuário A atualiza o repositório, assim que o usuário B for atualizar o repositório com seu arquivo, o SubVersion o Informará que existe um arquivo mais novo que o arquivo que está em sua cópia de trabalho e então lhe mostrará todas as diferenças entre os dois arquivos e lhe permitirá mesclar os dois, de forma que nenhuma alteração seja perdida, então, provavelmente após muita discussão entre o usuário A e o usuário B um terceiro arquivo final com as alterações dos dois será criado.

Note que o processo acima descrito só funcionará para arquivos texto, como códigos fonte, porém para arquivos binários como Vídeos, Músicas e etc, o processo é um pouco diferente.

Novamente supomos que dois usuários A e B fazem uma cópia local de trabalho, ao iniciar a alteração destes arquivos, o subversion entende que eles são do tipo binário e então trava estes arquivos de forma que nenhum outro usuário poderá alterar estes arquivos até que o usuário A termine suas alterações.

Este segundo processo é mais restritivo, mas só acontece para arquivos binários onde seria impossível unir duas cópias.

Uma coisa que eu acho bem legal é que tudo que você faz na sua cópia de trabalho, não representa nada para os arquivos finais e as alterações de outros usuários no repositório também não representam nada para sua cópia local, a menos que você baixe os arquivos novamente do repositório.

Ou seja, tudo que está no seu diretório de trabalho, é seu e só diz respeito a você.

Caso você acabe com um sistema valioso no seu trabalho, não precisa ficar desesperado, é só você copiar novamente o repositório para a sua máquina e tudo estará bem novamente.

Mesmo se você destruir o sistema, e subir suas alterações para o repositório (tem que ser bem burro para fazer algo deste tipo, mas) nada está perdido pois como eu cansei de afirmar o SubVersion tem memória boa e guarda tudo antes da mudança.

Legal também é que o SubVersion trabalha muito bem com subdiretórios, diferente de alguns outros gerenciadores que só trabalham com arquivos.

Isto é, se no seu repositório foram salvos diversos projetos, cada um em sua pasta, você pode tranquilamente copiar apenas determinado projeto (pasta) para sua cópia de trabalho.

No Proximo post eu coloco a mão na massa e mostro os comandos que fazem todos estes conceitos ganharem vída.

SubVersion – O controle de versões

Outubro 1, 2009 por lmmoreira

Um assunto importante mas muito pouco abordado no dia a dia é o gerenciamento de arquivos, versões, a capacidade de dois usuários trabalharem em um mesmo arquivo, isto é de um modo geral tudo que diz respeito ao gerenciamento de arquivos mesmo. Geralmente nos importamos muito mais com o desenvolvimento do sistema, do código e etc, e apenas o salvamos em alguma pasta no C: do servidor e mandamos o Build pro cliente.

As coisas não são bem assim, isto é, em empresas sérias ou com programadores sérios não deveria ser assim.

Com um Software eficaz de Controle de Arquivos (Veja bem Eu disse arquivos e não fonte, serve para tudo), sua organização será mais fácil e pontual, você não terá mais problemas para encontrar determinado arquivo em determinada versão, saberá exatamente quem fez o que no seu código e por que ele fez isto.

Ou seja terá uma maior segurança no controle do seu sistema e seus arquivos.

Terá com certeza os backups que desejar e quando desejar, também poderá trabalhar com diversas pessoas ao mesmo tempo e através da internet e também é uma garantia que todos terão sempre copiar da ultima versão dos arquivos em suas máquinas de forma simples e fácil.

Alguns conhecem o Visual Source Safe da Microsoft que é muito bom, outros conhecem o ClearCase que eu particularmente não gosto, mas como aqui somos um Blog que prioriza (mas não se condiciona) ao software livre, irei falar bastante à partir de agora do SubVersion que é a alternativa livre para estes.

Procurarei conforme avançando no uso deste sistema ir escrevendo minhas experiências com vocês para que a comunidade livre cresça mais forte.

Seguindo a Série da Rede Ponto a Ponto (1)

Outubro 1, 2009 por lmmoreira

Antes de colocarmos a mão na massa, já quero informar aos mais apressados que irei devagar com esta série pois estou meio sem tempo mas em compensação tentarei termina-la, ao contrário do que fiz com as outras.

Bom, como eu dizia antes de colocarmos a mão na vamos dar uma olhada sobre alguns conceitos de IP, Gateway, DNS e etc totalmente voltados para uma rede ponto a ponto, tentarei deixar algumas situações práticas também, é importante que você tenha uma boa noção de rede ao ler este tutorial por que não é meu foco explicar TUDO sobre as redes desde 1921.

Ótimo, estou supondo que você saiba que uma rede ponto a ponto não tem servidor e são apenas dois (ou mais) computadores ligados em rede por um cabo cross. A rede ponto a ponto não tem servidor de arquivos, nem de usuários e nem nada, cada nó manda em sí mesmo e conversa com o outro se o outro estiver ligado, se o outro não estiver ligado ele funciona normalmente.

Primeiramente vamos falar o nosso caso, dois Computadores e ao mesmo tempo colocarei alguns conceitos de IP, DNS e Gateway pois ao configurar uma rede no Windows todos os campos que você vê para a configuração, são estes.

Antes de começar quero só dizer que se eu estiver falando besteiras ou não estiver sendo didático, que vocês me avisem visto que o assunto é meio difícil para ir escrevendo assim.

Bom, IP é o endereço do seu computador, é único, como a placa do seu carro é a identificação dele.

Uma coisa importante a lembrar do IP para qualquer rede: qualquer máquina que esteja em uma rede DEVE obrigatóriamente ter a mesma faixa de IP na rede inteira. Isto com uma rede de 2 computadores ou uma rede de 100. Ou seja, no caso de uma rede ponto a ponto, se o IP de um ponto é 192.168.0.1 o IP do outro ponto não pode ser 150.163.0.1,  pois a faixa é diferente, isto é faixa são estes três primeiras sequencias de digitos.

O DNS é apenas um servidor para interpretação de Nomes de Internet. Coloque na sua cabeça que o DNS não serve para nada… além de fazer a sua navegação na internet mais fácil.

Como eu disse acima TODAS as máquinas tem um IP, isto é o site da UOL está em um servidor e este mesmo tem um IP, e se não fosse o DNS, para entrar no site da uol você teria que digitar isto no seu navegador 200.221.2.45, e perceba que se você digitar isto no seu navegador ele entra no site do UOL do mesmo jeito (até a data deste post onde o IP do site do uol é este). Então para que você possa da sua casa digitar www.uol.com.br e o navegador entender que este endereço é a mesma coisa que 200.221.2.45 existe o DNS.

Em uma rede, montar um DNS na minha opinião é inutil, MUITA empresas fornecem um DNS montado para você usar, isto é o DNS da telefonica é 200.205.125.58 até este momento, isto é facil de achar no google.

DNS não muda é sempre a mesma coisa em redes grandes ou pequenes de ponto a ponto.

Vamos ao mais compicadinho de explicar dos três o Gateway.

Na minha humildo opinião Gateway é apenas o computador que fará a ligação de todas as máquinas, não entenda isto como servidor, na maioria dos casos ele é o servidor, mas não precisa ser.

Explicando em miúdos práticos:

Em uma rede ponto a ponto de duas máquinas não é necessário configurar Gateway em nenhuma, pois as duas estão conectadas de modo direto e se conversam tranquilamente.
Agora imagine uma rede ponto a ponto de três máquinas:

0 —–  0 —– 0

Dá pra vocês entenderem o desenho né? Chamarei os pontos de P1, P2 e P3 respectivamente.

O P1 conversa tranquilamente com P2 pois estão ligados diretamente e o mesmo acontece no dialogo entre P2 e P3.

O problema acontece com a conversa entre P1 e P3, os dois não tem comunicação um com o outro, estão isolados pois a nossa rede acaba neles e o sinal não tem como se perpetuar, visto que o sinal é unidirecional, então acontece que P1 e P3 configuram o P2 como gateway pois é ele que irá conter o endereço com todas as máquinas da rede e assim os mesmos conversarão felizes da vida.

O Problema é que se você desligar o Computador Gateway você ferra toda rede.

Ou seja gateway é um intermediário pelo qual  a comunicação é feita, por isto na maioria absoluta dos casos o gateway é o servidor mas existem casos que não é, como o nosso aqui.

No nosso caso, ou em qualquer outro caso com mais máquinas, se nós não quisessemos deixar uma máquina com o papel de ser o gateway deveriamos criar uma rede em anel, isto é:

Este rede em anel não precisa de gateway, pois todo mundo tem acesso direto com todo mundo.

O Problema aqui é que se você desligar um Nó que seja da rede você ferra a rede inteira, até onde eu sei.

Mas é aquilo, as redes mais comuns são as do tipo estrela, isto é, vários nós ligados à um swich, e aí um servidor deve ser o gateway de todo mundo.

Não sei se me fiz entender sobre o gateway, fiz?

Ah, percebam que eu não falei de sistema operacional nenhum isto é tudo igual para todos.

Bom este post já ficou grande demais para o que eu gostaria de explicar então fica por aqui e vocês se tiverem dúvidas, sugestões ou perceberem que eu falei um monte de besteira mantem aí que eu arrumo aqui.

Cluster – Criação de uma rede completa ponto a ponto Linux e Windows

Setembro 25, 2009 por lmmoreira

Devido a um trabalho de faculdade precisarei criar um rede ponto a ponto entre duas máquinas, uma Linux e outra Windows.

Como todas a redes ponto a ponto,  não existe servidor ou quem manda e estas coisas cada máquina se basta e as duas se conversam quando precisam.

Eu digo uma rede completa pois esta englobará todas as formas de compartilhamento, nosssos passos serão estes:

Inicialmente criaremos a rede entre as duas máquinas, uma conseguirá ver a outra através o PING.  Isto feito então compartilharemos a internet.

A internet é um Modenzinho da VIVO Huawei, que está ligado a máquina Linux, ou seja a internet está apenas no computador Linux e este redirecionará pacotes pela rede para a máquina Windows desta forma o Windows também usará a conexão de internet feita no Linux.

Feito isto ingressaremos na segunda parte, configuraremos o samba para que as duas máquinas compartilhes recursos como diretórios, impressoras e recursos deste tipo, mais a nível de usuário.

E por último e menos comum será o Cluster em sí. Para quem não sabe o que é um Cluster eu sugiro que dê uma pesquisada sobre o assunto, mas de forma bem básica um Cluster é quando uma máquina utiliza recursos de processamento de outras máquinas para melhorar o seu desempenho. Mas um Cluster é BEM mais que isto.

Bom este post é só uma introdução do trabalho que será feito que eu espero concluir o mais rápido possível também com a ajuda de todos.

Ah, Só para constar a máquina Linux está com a distribuição Arch Linux e o Windows é o novíssimo e muito bom Windows 7.

Antes de começar é bem legal para quem não sabe dar uma lida em alguns conceitos de rede ponto a ponto, como é a administração de usuários, o que é um cluster e essas coisas assim. Sempre que eu encontrar estes conceitos eu tentarei explica-los mas é obvio que minha explicação não será tão boa quando a que o mestre google pode nos dar pois eu também sou novo nesse negócio.

Este caso de rede também é bem específico, é MUITO difícil em empresas por exemplo ou qualquer outro lugar vermos redes ponto a ponto pois são muito limitadas e com certeza as configurações que farei aqui devido a este cenário também serão difícilmente encontradas, mas quando eu comecei com isto achei que seria muito proveitoso compartilhar com todos este cenário pois apesar de raro também existe em casas e qualquer outro lugar e por serem raros as vezes achamos cada vez menos conteúdo na internet.

Obrigado

Teclado ABNT no XOrg de novo

Setembro 7, 2009 por lmmoreira

Em alguns posts passados eu mostrei como configurar seu teclado ABNT-2 no Xorg.

Como eu disse no post anterior as coisas mudam, o povo do Linux está querendo simplificar o Xorg e deixar tudo no Hal, o que eu acho muito bom e deixar o Xorg apenas como o papel de gerenciador de vídeo, coisa que ele nunca deveria ter deixado de ser.

Se você instalou o Xorg do jeito que eu disse aqui, é bem provável que seu Xorg esteja bem simplificado.

Ótimo, pois não usaremos ele para nada.

Vá ao arquivo: /etc/hal/fdi/policy/10-keymap.fdi

Edite-o para que o mesmo tenha este formato e então reinicie sua máquina e beleza.

<?xml version="1.0" encoding="ISO-8859-1"?> <!-- -*- SGML -*- -->
<deviceinfo version="0.2">
  <device>
    <match key="info.capabilities" contains="input.keymap">
      <append key="info.callouts.add" type="strlist">hal-setup-keymap</append>
    </match>

    <match key="info.capabilities" contains="input.keys">
      <merge key="input.xkb.rules" type="string">base</merge>

      <!-- If we're using Linux, we use evdev by default (falling back to keyboard otherwise). -->
      <merge key="input.xkb.layout" type="string">br</merge>
      <merge key="input.xkb.model" type="string">abnt2</merge>
    </match>
  </device>
</deviceinfo>